Aula 11 – Angel Rama II

Oi gente,

Mil desculpas pela demora em atualizar a página. Tudo anda muito corrido. Para amanhã, não é preciso ler o sexto capítulo de A cidade das letras, pois ele já entra no século XX. Mas leiamos os capítulos quatro e cinco.

Quanto aos seus posts, deixarei o tema livre.

Lembro que teremos duas consultas: uma sobre Vieira e outro sobre os capítulos 4 e 5 de A cidade das letras.

Anúncios

Uma resposta to “Aula 11 – Angel Rama II”

  1. Kaio Says:

    Algumas passagens dos capítulos 4 e 5 interessam-me particularmente:

    “Contrariamente a um preconceito difundido acerca do individualismo anárquico de seus habitantes, parecem apontar uma situação exatamente oposta: o peso enorme das instituições latino-americanas que configuram o poder e a escassíssima capacidade dos indivíduos para enfrentá-las e vencê-las.” (pág. 81-82) – O desenvolvimento político e cultural da parte ibérica das Américas configurou-se em sociedades em que o Estado têm um peso imenso, a ponto de dificultar o surgimento do “self-made man”; ao contrário dos EUA, verifica-se uma população com um viés bem menos baseado no empreendorismo e no comunitarismo (pensando nas relações de poder micro-macro, que vêm “de baixo pra cima”). Como já vimos em textos anteriores, até as profissões “liberais” permaneceram atreladas à burocracia estatal, algo que terá implicações no caráter altamente hierárquico, paternalista e oligárquico que marcará a trajetória do continente.

    “A cidade real era o principal e constante opositor da cidade das letras, a quem esta devia ser submetida: a repentina ampliação que sofreu sob a modernização e a irrupção das multidões, semearam a consternação…” (pág. 95) – inicia-se nesse trecho uma relevante discussão sobre como a população latino-americana encontrou-se em um ponto complicado diante do intenso processo modernizador. As elites intelectuais não conseguem dar respostas e soluções adequadas ao novo contexto, e adaptavam teorias européias (fossem elas liberais, nacionalistas ou socialistas) no intento de amenizar tais dificuldades. Este argumento é reforçado na página 108: “Imersos no conhecimento dos problemas internacionais e da bibliografia doutrinária européia e norte-americana, (…) adotaram esses marcos ideológicos para interpretar os assuntos reigonais, porque viram claramente (…) que as decisões das metrópoles, boas ou ruins, se aplicavam com rigor a eles.”
    Alguns representantes dessa ‘intelligentzia’ juntam-se com e/ou lideram a classe média e as massas, as quais, sentindo-se deslocadas, começam a fazer mais reinvidicações sociopolíticas e étnicas, como movimentos sociais que refletiam suas próprias frustrações e ressentimentos em relação à nova realidade – algo, aliás, visível até hoje.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: