Aula 16 – Rodó e Vasconcelos

OI GENTE… UM BREVE AVISO PARA QUEM AINDA NÃO LEU O ARIEL. DEI UMA REVISADA NO TEXTO, RETIREI AQUELES COMENTÁRIOS E MARQUEI AS PARTES ESSENCIAIS. NO TOTAL, SÃO 16 PÁGINAS DE TEXTO CORRIDO.

Para terça-feira, leremos dois textos que buscam fazer algo que ainda não vimos: resgatar o Ibérico, legitimando a herança e as origens culturais ibéricas da América Latina. Com projetos análogos ao de Gilberto Freyre, Vasconcelos e Rodo tentam elaborar um novo discurso sobre o legado espanhol, discurso no qual enfatizam não as falhas, arbitrariedades e violências do mesmo, mas sua necessidade histórica e – acima de tudo – a riqueza cultural que dele resultou.

O primeiro texto é La raza cósmica , do mexicano José Vasconcelos. Encontrei uma tradução muito ruim. Revisei-a o quanto pude, marcando os trechos essenciais em azul e verde. Mas a verdade é que continua ruim. Até porque o próprio estilo do Vasconcelos é parnasiano e pernóstico. Dá trabalho em qualquer idioma. E não se espantem se o que ele está dizendo parecer loucura. É mesmo. Mas o texto pode ser baixado aqui.

Quanto ao Ariel, de Rodó, está aqui. Está em espanhol. Mas o espanhol de Rodo é fácil, fácil. Ele era uruguaio, então a estrutura que usa é semelhante à do português. As palavras que escolhe, também. O espanhol dos uruguaios, acho, está mais próximo do português do que do espanhol caribenho.

Antes de falar de cada autor e de seu texto separadamente, vale fazer um pequeno esclarecimento histórico. Tanto Ariel (1900) quanto La raza cósmica (1925) são respostas à derrota da Espanha na guerra hispano-americana. Travado em 1898, o conflito rendeu aos EUA o controle sobre diversas colônias espanholas, entre elas Cuba, Porto Rico, Guam e as Filipinas. E gerou um imenso dilema para as colônias emancipadas: defender a antiga metrópole, agora um país decadente mas culturalmente afim, ou defender a nova potência cuja revolução inspirara a independência latino-americana, mas cuja expansão começava a ser percebida como ameaça? Vasconcelos e Rodó ambos seguem o primeiro caminho.

***

Vasconcelos prevê o surgimento de uma última raça, la raza cósmica.

Começemos então com o prefácio de La raza cósmica. O livro em si traz umas 400 páginas com relatos de viagens pela América Latina. Mas, hoje em dia, ninguém lê, ou mesmo publica, o texto integral. O prefácio tomou conta de tudo.

Não sei muito bem como apresentar La raza cósmica, pois não quero estragar a surpresa. Então vou contar uma historinha ilustrativa, que está aqui. Mas sugiro que só a leiam DEPOIS de começar a ler o texto.

Deixando o texto de lado, vamos ao autor. Quem foi José Vasconcelos (1882-1959)? Escritor, místico e político, foi um dos personagens mais importantes da história intelectual mexicana do século XX. Depois de passar parte da juventude nos EUA, tornou-se um entusiasta da Revolução Mexicana de 1910, na qual o ditador José Porfirio Díaz (1830-1915, no poder de 1876 a 1910) foi deposto. Após a eleição de Francisco Madero (1873-1913, no poder de 1910 a 1913), Vasconcelos foi encarregado de reformar o sistema educacional mexicano. Mas Madero foi assassinado em 1913, incidente que levou ao poder Victoriano Huerta (1850-1916), um general leal a Porfírio Díaz. Vasconcelos fugiu para Paris.

Huerta também durou pouco. Menos de um ano depois, suas tropas foram derrotadas uma aliança  liderada por Venustiano Carranza, Álvaro Obregón, Zapata e Pancho Villa. E Vasconcelos retornou ao México, onde foi ministro da Educação por uns 12 minutos até brigar com Carranza (1859-1920) e retornar ao exílio, desta vez nos EUA.

Carranza virou presidente em 1917. Mas acabou assassinado em 1920. (Bem-vindo(a) à Revolução Mexicana). E eis que Vasconcelos voltou a voltar a seu país, onde foi secretário de Educação, implementando uma ambiciosa reforma educacional. Também incentivou as artes. Como secretário, foi um dos principais patronos do muralista Diego Rivera. Escreveu La raza cósmica em 1925, quatro anos antes de disputar a Presidência mexicana. Derrotado por Pascual Ortiz Rubio em uma corrida repleta de denúncias de fraude, deixou o México mais uma vez. E não pôde construir pirâmide alguma.

Em um resultado previsível dado seu afã identitário, Vasconcelos tornou-se um entusiasta do Nazismo no final dos anos 1930 e início dos anos 1940. Chegou a escrever ensaios defendendo Hitler. Em um deles, “La inteligencia se impone”, diz que:

Ainda que tenha o poder absoluto a seu dispor, Hitler está a milhares de léguas de distância do poder absoluto. O poder não chega a Hitler de uma base militar, mas do livro que inspira as tropas do cume. O poder de Hitler não se deve às tropas, aos batalhões, mas a suas próprias discussões… Hitler representa, em última instância, uma idéia, o ideal alemão, tantas vezes humilhado pelo militarismo francês e pela perfídia inglesa. Na verdade, encontramos “democracias” governadas por civis lutando contra Hitler. Mas são democracias em nome apenas.

Deu no que deu.

***

Rodó associa a AL à sensibilidade e os EUA ao materialismo… mas usa Shakespeare para isso

Já José Enrique Rodó (1872-1917) é um dos principais nomes da história intelectual do Uruguai – país que, apesar de seu tamanho diminuto, produziu uma verdadeira legião de bons escritores. (Vide Horacio Quiroga, Eduardo Galeano, Felisberto Hernández, Juan Carlos Onetti e Cristina Peri Rossi.) Ensaísta e deputado do Partido Colorado, Rodo exerceu uma forte influencia sobre diversos pensadores e poetas hispânicos, especialmente o fundador do modernismo, Rubén Darío.

Como Vasconcelos, Rodo é um crítico da cultura norte-americana. E por um motivo semelhante. Percebe nela uma ameaça à autonomia cultural de seu país específico e da América Latina em geral. A crítica do uruguaio, entretanto, é expressa em termos diferentes. Enquanto o mexicano retrata a raza saxona como intolerante, avessa à miscigenação e incompatível com os princípios de hibridismo étnico e cultural que defende, Rodo critica a nordomanía – termo que usa para designar a sedução que a cultura norte-americana exerce sobre os países latino-americanos. Já aí vemos uma clara diferença: Vasconcelos fala de raça, Rodó de cultura.

Qual é ameaça Rodó percebe nisso? Acima de tudo, acredita que tal fascinação pode ameaçar as identidades culturais regionais, acabar com a diversidade do continente. Também vê no pragmatismo norte-americano traços utilitários e – surpreendentemente – anti-individualistas. (Influenciado por Schiller e pelo Romantismo Alemão, Rodó percebe na educação, na sensibilidade e no refinamento estéticos uma condição necessária para a individuação.)

Mesmo às custas de ser muito redutor, vale lembrar que, a rigor, o projeto messiânico de Vasconcelos é precisamente aquele que Rodó critica: eliminar a diversidade por meio da miscigenação.

Em Ariel (1900), Rodó associa a cultura latino-americana ao refinamento e ao desinteresse, retratando a norte-americana como sendo instrumental e materialista. A crítica, evidentemente, inclui um rechaço à mecanização e à automatização. Também inclui uma defesa dos valores espirituais muito parecida ao que Vasconcelos, com sua historiografia profética e maluquinha, constrói em suas previsões sobre a Era Estética.

Mas há uma grande ironia. Para defender esse retorno ao espírito, Rodó recorre ao mais inglês dos autores… Shakespeare. Pois quem é Ar-iel? O espírito refinado e benevolente que Próspero comanda em A Tempestade – espírito justaposto a Caliban, um monstro ctônico que cheira a peixe e é mais malando que um bicheiro no sábado à noite. Os bárbaros, em outras palavras, são eles.

Mais uma vez, encontramos o paradoxo que parece atormentar os defensores letrados da cultura regional: na falta de um repertório mítico viável, acabam tendo que recorrer a mitos importados para articular uma defesa do autóctone. Tudo bem… a Inglaterra não é os Estados Unidos. Nem Shakespeare era norte-americano. Mas é suspeita essa proximidade entre 1) o país que Rodó critica e 2) a origem do texto que usa para construir a alegoria que fundamenta essa crítica. É suspeita e sintomática. Não existe, parece, vocabulário local.

Boa leitura!!!

4 Respostas to “Aula 16 – Rodó e Vasconcelos”

  1. Grégory Says:

    Vascocelos é um megalomaníaco. O texto é uma defesa de uma civilização que surgirá e estabelecerá o caminho certo para o mundo. Encontra-se no texto que a miscigenação levará a formação da raça cósmica, que constituirá a melhor de todas as civilizações existentes. Para explicar em que a miscigenação é uma saída (num período de defesa do darwinismo social), o autor apóia-se em um curta explanação do período egipício, onde, segundo o autor, no período em que os brancos encontraram os negros, a civilização encontrou o seu apogeu. É interessante observar as diferenças de interpretações que podem ser encontradas no mesmo o período no Brasil. Baseando-se em um dos livros do brasilianista Thomas Skidmore, encontramos alguns pontos que diferenciam o pensamento social no Brasil do pensamento de Vasconcelos. Para Skidmore, os incentivos a imigração (mesmo que fosse só no papel) ocorridos no Brasil tiveram como início as influências de Gobineau, que segundo o brasilianista era amigo de D. Pedro II, e a partir disso difundiu seu pensamento no país. Com o passar do tempo, o pensamento social, para Skidmore, vinculou que a solução para a construção de um brasil civilizado dependeria da inclusão de brancos no país para que eles mantivessem relações com a população brasilera (que naquele momento possuía a imagem de macacos e meia-dúzia de brancos de cor duvidosas – se eu não me engano Gobineau relatou isso). Dessa forma, construiu-se um pensamento que, como comentado na última aula, passava a imagem que o Brasil estava se embranquecendo e esse processo continuaria até diminuir bastante a população indígena e negra. Portanto, no pensamento social brasileiro existia a idéia de eliminar aos poucos a populção negra e indígena por meio da miscigenação. Já no pensamento de Vasconcelos, encontramos uma defesa da miscigenação, onde assim se constituirá uma raça diferente de todas as outras e que construirá pirâmides, eliminará “pessoas feias”…
    Vasconcelos acabou por defender o surgimento de uma nova raça, mas deu explicações megalomaníacas do que essa raça seria capaz de fazer. Isso, Euclides da Cunha apresentando o sertanejo como uma raça forte por conta da miscigenação não fez, daí constata-se uma diferença entre outras tantas no pensamento social da América do Sul.

  2. Kaio Says:

    Há um quê de cosmopolita na argumentação de Vasconcelos, embora ele rejeite a pecha de internacionalista. O próprio jargão “afã de universalidade” demonstra seu empreendimento intelectual de defesa de uma pátria única (a Universópolis), que uniria as mais diversas etnias e negaria a desordem gerada pelo separatismo ‘pseudonacionalista’ e o imperialismo saxão e de outros povos com pretensões de ‘separar para governar’ (a Anglotown). Culpar Napoleão por malograr na guerra e desagregar ainda mais a cultura latina é uma consequência esperada de tal linha de pensamento.
    O autor é megalomaníaco em certos momentos, embora isso não seja tão incomum entre os intelectuais latinos (sejam eles da América ou da Europa). É como se ele vislumbrasse um mundo em que houvesse uma miscinegação profunda entre “as quatro raças” para formar uma superior, definitiva, Em outras palavras, “A Raça Cósmica” contém o projeto de criar, preparar um novo ser humano.
    Para ele, há até um “prazer estético” em tal mescla, a ponto de ele tecer comentários curiosos e cínicos como o seguinte: “A pobreza, a educação defeituosa, a escassez de tipos belos, a miséria que volta às pessoas feias, todas estas calamidades desaparecerão do estado social futuro.”
    Enquanto lia a parte sobre os três estados, lembrei-me de duas outras leituras: Kierkegaard, porque, em “O Desespero Humano”, ele fala em uma sucessão de estágios (são 4, mas lembrei-me apenas de 3) – um materialista, um filosófico/especulativo e um espiritual; e Dostoiévski, porque tais idéias estão expressas no três irmãos Karamazov – o romântico e ‘sensualista’ Dmitri, o ateu e racionalista Ivan e o ascético e gentil Alexei.

    Quanto a Rodó, ele é mais um representante da tradição ensaísta dos intelectuais de nosso continente, como se afirma na própria introdução da obra. Ao contrário dos tons de ‘fim da História’ de Vasconcelos, temos aqui um autor inserido em uma visão mais romântica e dualista.
    Escrito em 1900, “Ariel” é um dos pioneiros na surpreendente guinada ideológica da América Latina: ao invés de contemplar a Europa e os EUA como modelos a se seguir, começa-se a defender a pátria-mãe Espanha, a qual inculcou valores mais graciosos, belos e ‘jovens’. Enquanto isso, o Caliban bretão tem tonalidades vulgares, mundanas e torpes. Ou, sendo ainda mais maniqueísta, ‘idealismo x utilitarismo’.
    Porém, o cânone que ele utiliza para isso é justamente formado por representantes dos ‘bárbaros’: Shakespeare, Schiller e Kant, por exemplo. A própria idéia de “lei moral como estética de uma conduta” é bem típica da filosofia germânica. Um pouco de malícia poderia inferir que Rodó estava algumas décadas atrasadas no tempo, pois este simultâneo nativismo e ode ao cânone cultural formador de seu povo era algo que os alemães já faziam no início do séc. XIX.
    Tal nacionalismo, aliás, tanto na Europa quanto na América Latina, teve uma conotação muito mais saudosista e defensora do ‘status quo’ que modernizadora e progressista. O próprio José Enrique é um pouco conservador em seus posicionamentos, por mais que seu discurso, em certos pontos, coincida com a esquerda menos ‘assimilacionista’.

  3. ivette Says:

    o autor de a Raça Cósmica, nos apresenta uma variada explicação sobre as origens e formação das raças, as quais ele mesmo expresa como dados intuitivos apoiados na historia e na ciência.
    ” ensaiemos, pois, explicações, não com fantacia de novelista, mas sim com uma intuição que se apoia nos dados da historia e da ciência.”
    A pesar de ele falar de raça, e do nacimento de uma nova raça eu entendi que ele, na realidade não estaria falando de uma nova “raça genética”, mas sim de uma nova “raça cultural” . O seja, uma quinta raça diferente das 4 raças anteriores (branca, amarela, negra e vermelha) deveria, pelo conceito de “raça genetica” ser alguma coisa muito extranha: um mulato de olhos azuis achinezados? Não importa o que pudesemos imaginar. Mas creio que ele esta falando de uma nova “raça cultural” ou seja com informações das culturas das outras 4 raças que, sintetisadas numa raça só faria nascer algo superior.
    Como já dito na introdução, o autor vai defender mais a cultura resevida da europa, da peninsula iberica, em oposição a cultura americana que ameaçava impor-se a aquela dos então paises latino-americanos. Ou seja, o autor parese querernos conducir em direção a uma nova cultura latino-americana, sendo nisso, na defesa dessa tese, que muito se assemelha as ideias de Jose Marti.
    O autor vai desenvolver suas ideias ao longo de todo o trabalho comentando a historia e civilização de diversos paises, de diversas culturas: gregos, ibericos, americanos, etc.
    Muito curioso, quando começa descrever a nova civilização, notar que ele não fala só dos paises de lingua espanhola, mas coloca o brasil no centro da “nova civilização”
    “O panorama do Rio de Janeiro atual ou de Santos com a cidade e sua baia podem nos dar uma ideia do que será esse emporio futuro da raça cabal, que esta por vir.”
    Mais curioso ainda é a previsão dele, ao colocar o Amazonas no centro da nova civilização, sobre os interesses dos americanos nessa região como hoje se sabe. Ele diz:
    “Convem, pois, que o Amazonas seja brasileiro, seja iberico, junto com o Orinoco e Madalena. Com os recursos de semelhante zona, a mais rica do globo em tesouros de todo genero, a raça sintese podera consolidar sua cultura. O mundo futuro sera de quem conquistar a região amazonica.”
    Dessa forma vejo a obra de Vasconselos quase como uma profecia escrita em linguagem metaforica como o proprio titulo, : “A raça cosmica”

  4. ivette Says:

    ariel, personagem de “A tempestade” de Shakespeare, refresenta em Rodó o jovem idealista, inteligente com habitos europeos. Rodó analisa os males de origem, as causas do fracaso e os problemas latino-americanos como algo vindo da historia y não como frutos do homem latino-americano. Assim ele tambem se parece com jose marti, quando valoriza o homem e a cultura latino-americana. O texto um pouco cumprido e meio louco nos lembra ainda algo da mensagem de Vasconselos, parece que esse ultimo teria lido a obra de Rodó e que Rodó conhecesse a obra de Marti. O autor era contra o espirito utilitario que dominava a época dele e imponha um tipo de metalidade americana “Cuando el sentido de la utilidad material y el bienestar domina en el caracter de las sociedades humanas con la energia que tiene en lo presente, los resultados del espirito estrecho y la cultura unilateral son particularmente funestos a la difucion de aquellas preocupaciones puramente ideales…”
    o autor passa pela idade antiga, pela idade media, cita literaturas inglesas e francesas e mostra conhecimentos de toda cultura europea.
    Durante todo seu texto o autor parece buscar a resposta daquilo que seria uma sociedade ideal:
    “uma sociedad difinitivamente organizada que limite sua ideia de sivilizacion a acumular abundantes elementos de prosperidad, y su idea de la justicia a distribuirlos equivalentemente entre los asociados, no hara de las ciudades donde habite nada que sea distinto, por esencia, del hormiguero o la colmena. No son bastantes ciudades populosas, opulentas, magnificas, para probar la constancia y la intensidad de una civilizacion. La gran ciudad es , sin duda, un organismo necesario de la alta cultura.”
    e assim, conclui que esta sociedade organizada poderia ser construida aqui na america:
    “No la vereis vosotros, la America que nosotros soñamos; hospitalaria para las cosas del espiritu, y no tan solo para las muchedumbres que se amparem a ella; pensadora, sin menoscabo de su aptitud para laaccion; serena y firme a pesar de sus entuciasmos generosos; rsplandecientes con el encanto de una seriedad temprana y suave, como la que realza la expresion de un rostro infantil cuando en el se revela, al travez de la gracia intacta que fulgura, el pensamiento inquieto que despierta?”
    O autor pede que a imagem de ariel permanesa sempre no espiritu de todos:
    “aun mas que para mi palabra, yo exijo de vosotros un dulce e indeleble recuerdo para mi estatua de Ariel. Yo quiero que la imagem leve y graciosa de este bronce se imprima desde ahora en la mas segura intimidad de vustro espiritu.
    Como em Marti e em Vasconselos o texto defende uma america latina vitoriosa, crecendo segundo seus proprios valores mas apoiada nos espiritus mais nobres da historia europea.
    “Yo suelo embriagarme con el sueño del dia en que las cosas reales haran pensar que la cordillera que se yergue sobre el suelo de america ha sido tallada para ser el pedestal definitivo de esta estatua, para ser el ara inmutable de su veneracion.”

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