Aula 18 – Borges

você já conhece

Oswald: você já conhece

Para terça-feira, nossa carga de leitura será um pouco pesada. Não pelo volume, mas pela densidade. Tentaremos o impossível: cobrir textos que – sozinhos – poderiam ser tema de um mês inteiro. Teremos que ler dois textos de Oswald de Andrade e três de Jorge Luis Borges.

De Oswald, leremos o “Manifesto Pau-Brasil” (1924) e o “Manifesto Antropofágico” (1928), que podem ser baixados aqui.

Já de Borges, leremos o conto “Pierre Menard, autor del Quijote” (1939) e dois ensaios: “El escritor argentino y la tradición” e “Kafka y sus precursores” (1951). Todos estão na  xerox (pasta 115), mas se alguém quiser uma cópia eletrônica de “Kakfa y sus precursores”, pode baixar aqui.

Também sugiro, mas não exijo, a leitura de um outro texto que está na xerox: “Del culto de los libros”. Falarei do texto brevemente em sala.

No total, a carga de leitura não passa de 25 páginas.

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Borges responde ao anglo-americano T.S. Eliot

Para Borges, o embate entre o autóctone e o importado é um falso dilema.

Como todos certamente já leram algo de OA, vou falar mais de Borges.

Jorge Luis Borges (1899-1986) é uma figura ímpar na história literária e intelectual latino-americana. Foi um opositor feroz do peronismo, do comunismo, do fascismo e de toda ideologia igualitária ou materialista. A crítica que faz a elas, entretanto, é mais interessante e refinada do que a tecida pela maioria de seus contemporâneos – até porque Borges jamais recorre à velha instrumentação da herança européia como instrumento de auto-validação e auto-legitimação. Muito pelo contrário, enfatiza repetidamente que tal herança é inevitável e que a própria ânsia por uma literatura autóctone já reflete valores europeus de autenticidade cultural.

Para Borges, a relação do latino-americano com a tradição européia – longe de ser precária – é privilegiada. Isso porque nossos escritores gozariam tanto da proximidade necessária para compreender a tradição européia quanto do distanciamento necessário para subvertê-la, inovando. Como ele mesmo diz em “El escritor argentino y la tradición”:

Cuál es la tradición Argentina? Creo que podemos contestar (responder) fácilmente y que no hay problema en esta pregunta. Creo que nuestra tradición es toda la cultura occidental, y creo también que tenemos derecho a esta tradición, mayor que ele que pueden tener los habitantes de una o otra nación occidental. Recuerdo aquí un ensayo de Thorstein Veblen, sociólogo norteamericano, sobre la preeminencia de los judíos en la cultura occidental. Se pregunta si esta preeminencia permite conjeturar una superioridad innata de los judíos; y contesta que no; dice que sobresalen en la cultura occidental, porque actúan dentro de esa cultura y al mismo tiempo no se sienten atados a ella por una devoción especial; “por eso – dice – a un judío siempre le será más fácil que a un occidental no judío innovar en la cultura occidental” […] Creo que los argentinos, los sudamericanos en general, estaos en una situación análoga; podemos manejar todos los temas europeos, manejarlos sin supersticiones, com uma irreverencia que puede tener, y ya tiene, consecuencias afortunadas (272-273).

Há dois aspectos da postura de Borges que me interessam. Evidente, o primeiro é a transformação da posição periférica da América Latina em trunfo cultural: como judeus e irlandeses, os latino-americanos teriam a grande vantagem de ser inteiramente, mas não exclusivamente, europeus. Poderiam assim manipular a tradição seu ser demasiadamente limitados por ela.

Já o segundo aspecto que me interessa é a relação que Borges constrói entre o escritor e a cultura – relação que poderíamos descrever como marcada por uma dialética da subversão. Antecipando em 60 anos um tropo que será popularizado pelo crítico norte-americano Harold Bloom, Borges sugere que o bom produtor cultural seria não aquele que se rende ao peso tradição e das influências, mas aquele capaz de abordar a cultura herdada em termos próprios, atualizando-a e reinventando-a. Em uma visão que Borges toma emprestada da cultura rabínica, a relação ideal com a tradição não é mais uma de apego literal ou de veneração cega, mas de apropriação lúdica. Subverter é atualizar.

Há uma ironia aqui. Borges é politicamente conservador. E muito. Mas não é um literalista. Nem busca refugiar-se atrás do “europeu”. Por isso, é esteticamente inovador. Por isso, influenciou a tantos. E por isso difere radicalmente de autores como T.S. Eliot – a cujo artigo “Tradição e o talento individual” o pequeno “Kakfa y sus precursores” responde.

Eliot é sofre de uma espécie de determinista cultural. Percebe a tradição – ou seja, a história cultural na qual um autor se inscreve – como uma amarra, um fator determinante do qual o talento individual não pode escapar. Mais do que uma série de rupturas e mudanças, a tradição seria um mero acúmulo de artefatos cujo peso imobilizaria o artista – que seria mais um catalisador do que um produtor.

(Essa retórica segundo a qual o escritor não existe, só pode escrever quando nega a si mesmo, é mero veículo de seu tempo, é recorrente no modernismo. Está em Eliot, em Gertrude Stein, em Oswald e até em Guimarães Rosa).

(Não deixa, aliás, de ser sintomático que a própria poesia de Eliot seja marcada por uma série de recursos pelos quais busca legitimar e inscrever-se em uma tradição que retrata como ameaçada – a começar com as notas que coloca ao fim de seu poema The Wasteland, associando-o a autores clássicos como Dante, Shakespeare, Ovídio, etc.).

Borges, por sua vez, é um entusiasta da imaginação. Para ele, cada artista ou autor “cria seus precursores” não apenas por escolher algumas influências específicas de um vasto arquivo cultural, mas também e especialmente por reinventar as influências que escolhe. Um bom escritor influenciado por Kafka pode muito bem ler um Kafka que Kafka nunca pretendeu ou imaginou.

Tal percepção tem, evidentemente, conseqüências profundas no que diz respeito à leitura e à interpretação. Isso porque, se um abismo separa a intenção do autor da experiência individual de quem lê, toda leitura é sempre também uma re-escrita. E o ruído, longe de ser contingente ou acidental, torna-se constitutivo não apenas da leitura, mas do próprio desenvolvimento cultural. De certa forma, o poder do artista em relação à tradição surge precisamente do “erro” – da capacidade que ele tem, ao ser influenciado por uma obra, de reescrevê-la. É o que ilustra, por exemplo, “Pierre Menard, Autor do Quixoje”.

Enfim… não quero escrever demais sobre esse conto para não estragar a leitura. Direi apenas que é citado frequentemente como uma alegoria do ato de ler.

Algumas perguntas a fazer enquanto lemos são: Esse “conto” é um conto no sentido tradicional do termo? Dá para perceber a influência ou presença na prosa dele de algum outro gênero literário?

Há algo que vale à pena dizer no que diz respeito ao estilo? Dizem alguns críticos que toda obra de ficção contem, escondida dentro de si, uma obra de teoria literária. Essa afirmação pode ser usada na leitura do conto? Se entendemos “realismo ingênuo” como a crença que as coisas existem por si mesmas e por “idealismo” a crença que as coisas existem e nos dizem respeito apenas como idéias, com qual das duas posturas Borges mais simpatiza?

Olhando a “obra visível” de Pierre Menard, o que podemos observar? O que você achou da lista incluída no conto – engraçada, bizarra, triste? Quanto ao projeto de Menard? Será que ele pode ser lido como uma alegoria? De que? Por quê? Se um conto é uma história na qual algo inusitado ou estranho ou heróico acontece no mundo real, “Pierre Menard” é um conto?

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12 Respostas to “Aula 18 – Borges”

  1. Pedro Vinícius Says:

    “Kafka y sus precursores”: Para borges não há um determinismo cultural, pois crê na afinidade de cada um com traços da sua cultura. as fontes são muitas e o modo de pensar também. E o modo de perceber o passado pelo autor o transforma, assim como o futuro. As leituras nunca são as mesmas, daí vem a riqueza. Há sempre um descoberta de significados.

  2. Marcelo Says:

    Achei interessante a noção que Borges traz de que o escritor cria seus precursores, que de alguma maneira refrata o fluxo de informações em sua época e direciona o futuro para outro lugar; altera a concepção do passado e modifica o futuro. De alguma forma, acho que foi isso que Oswald de Andrade e toda a escola modernista fez. Utilizando-se de novos elementos de análise (muitos importados, mas e daí?), conseguiu reler o que estava para trás, e propôs uma nova perspectiva. Uma leitura ácida, exclusiva pela combinação original de elementos (não pela combinação de elementos originais – o que é bom, a meu ver), engajada e propositiva. Eu gosto dos modernistas.

  3. 09/49051 Says:

    Borges considera as influências estrangeiras como mais ingênuas do que pregam os nacionalistas. Ingênua também é a postura de evitar e negar essas influências, que no próprio ato da negação e nas maneiras em que essa rejeição se configura, reside aí uma influência estrangeira. Então ele se dedica a enumerar os problemas de tentar se estabelecer uma radição orgânica argentina, que acabam confrontando ou na artificialidade ou na tão rejeitada influência européia, e conclui: debemos pensar que nuestro patrimonio es el universo; ensayar todos los temas, y no podemos concretarnos a lo argentino para ser argentinos: porque o ser argentino es uma fatalidad y en esse caso lo seremos de cualquier modo, o ser argentino es uma merda afectación, uma máscara. Tomo a liberdade para completar suas idéias, o que me parece coerente: e quando nos perguntarem ‘mas vocês argentinos, como falam em literatura argentina se incorporam descaradamente valores próprios de outra cultura e nem ao menos tentar livrar sua literatura dessas influências que mancham seus aspectos genuínos e diminuem a importância de suas características próprias?’ – Então, diremos: vejam esses europeus, fazem a mesma coisa. Os ingleses se gabam por Shakespeare, que se deixou influenciar por temas escandinavos e escoceses. E Racine? De genuinamente francês nada tem, mas contaminações gregas e latinas…
    Talvez a tradição cultural da Argentina e América Latina não esteja na alegação de Borges em tema e cultura universais – convenhamos, isso mais parece uma consolação para o que ele considera como um projeto falho de resgate do nacionalismo -, mas consiste justamente nessa crise de identidade entre autóctone e europeu, nessa busca por raízes por meio de uma afirmação do regional, da paisagem. Tradição é o que se constrói enquanto se busca a tradição, já que esse conflito observável é um hábito na literatura latino-americana, uma constante, uma prática quase cristalizada.

  4. Murilo Says:

    Os manifestos de Oswald de Andrade, assim como ele prega, não são detalhistas, nem mórbidos. São objetivos e surpreedem. A última vez que os li foi no colégio, quando eu me deleitava com a frase “Tupi or not Tupi, that is the question”. Quando é que eu iria imaginar encontrar Cairu no meio do “Manifesto Antropofágico”? Senti-me amigo de infância de Cairu no momento em que o encontrei no texto. “Opa! Olha o Cairu aí”. A cada etapa de nosso aprendizado, descobrimos significados ocultos nesses textos modernistas. Assim como disse Drummond: mil faces secretas sob a face neutra. Acho que foi assim que ele escreveu…
    Oswald manifesta em seu manifesto que, nas nossas manifestações, “eruditamos tudo” (queridos fiscais do “azedo”, as repetições foram propositais… deixa-me poetizar em paz). É nosso! O falar difícil, o ser douto, é pau-brasil. Devemos destacar que este autor é um dos únicos que encontramos durante nossas leituras que não problematiza nem ovaciona a erudição. Os neologismos, para ele, é uma “contribuição milionária de todos os erros”.
    O novo. A reação contra a aparência naturalista. A outra ordem de perspectiva: sentimental, intelectual, irônica, ingênua. Oswald grita que devemos despir nosso rosto ao cantar nossas glórias. Devemos expressar-nos nas artes libertos de nossas fardas. “Como falamos. Como somos.”

    PS: Desculpe-me pela falta de erudição que a burocracia de uma disciplina de nível superior exige, mas senti-me contagiado pela liberdade das palavras modernistas. Faz bem. E eu gosto.

  5. Anônimo Says:

    OSWALD

    O manifesto Pau-Brasil é um manifesto de afirmação e de emancipação. “Uma nova perspectiva.” “Ver com olhos livres”. É um manifesto interessante pelo caráter de luta contra a colonização da estética, dos projetos letrados que são o crivo do bom e do mau, por uma inauguração de um mercado multilateral de idéias, contra as práticas literárias brasileiras que reforçam o caráter marginal de uma Literatura Brasileira : ”Uma única luta – a luta pelo caminho. Dividamos: Poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação.”; E “só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano.” No entanto, falta um certo reconhecimento do sincretismo da brasilidade, que também engloba categorias européias, colonais, num sentido de reapropriação, mas englobada. Apesar de um início de uma crítica pós-colonial como movimento, busca a pureza perdida. “Nossa época anuncia a volta ao sentido puro”.

    Já no manifesto antropofágico, como o próprio nome diz, por outro lado, há o reconhecimento do caráter híbrido da relação entre o tradicional e moderno, já que se não há afirmação, não há negação do sincretismo, porém, e isto é interessante sublinhar, há a idéia revolucionária da “ transfiguração do Tabu em totem”, ou seja, da inversão prática dos valores, da negação do que se é negado canonicamente, da metamorfose da moral em prática “alimentar”. Vejo aqui um discurso anti-hipócrita, anti a hipocresia do “procedimento”, do “crivo literário”.” Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade”. Ao contrário do manifesto Pau-Brasil, o manifesto antropofágico é mais que uma afirmação, é uma Negação, uma negação dialética. Alimentar-se da Tradição e das tradições culturais brasileiras – o Tabu -, mas não assimilando-as, antes sim as subvertendo para, assim, “cuspir marimbondos”, o novo, misturado, triturado – logo, perdeu a “pureza original”.

    BORGES

    Em “Pierre Menard, autor do Quixote”, Borges exacerba uma certa psicologia da genialidade, colocando-se dentro do parâmetro do genial, ao concordar com o que foi eminentemente inventivo na re-leitura de Quixote de Menard. Soa como “ele descobriu a roda e eu teria feito o mesmo, bravo!”. Interessante que, apesar de não discordar de Borges, que ele mesmo cai na sua crítica ao sugerir a verdade da idéia de q

  6. Lucas Says:

    (cont) que a história é não o que passou, mas o que pensamos dela. No entanto, sem dúvida, sua leitura do Quixote de Mernard, além de refinada, coloca a o leitor a pensar “ai tem algo novo”. Por fim, concordo com a conclusão de Borges: “Menard (talvez sem querê-lo) enriqueceu, mediante uma técnica nova, a arte retardada e rudimentar da leitura: a técnica do anacronismo deliberado e das atribuições errôneas”. O désdem com que Menard elabora seu Quixote a partir dessacralizando o texto original, lembra-me sobremaneira o Evangelho Segundo Jesus Cristo de José Saramago.

    Interessei-me pelo seguinte trecho: “É sabido que Dom Quixote… julga o pleito contra as letras e a favor das armas. (…) Mas que Dom Quixote de Pierre Menard… reincida nessa nebulosas sofismações!”

    Inclino-me a relacionar aqui Dom. Quixote de Cervantes com o Manifesto Comunista. Noutro caminho,não pude deixar de noter a preferência de Borges por uma espécie de “alta literatura”, menos utópica, mais ficcional ou filosófica, contra uma literatura que causou mais “ressonâncias”, como seria o caso de Quixote de Cervantes, ou do Manifesto Comunista de Marx…

  7. Lucas Says:

    Só para registrar, o post ANÔNIMO acima foi a minha primeira parte. Me engabelei aqui.

  8. Pedro Vinícius Says:

    Manifesto Pau-Brasil: a poesia que ainda não foi descoberta. a cultura que é renegada toda vez que se produz cultura no Brasil. A hierarquia que engessa o fluxo cultural. Procura através do que há de original por aqui romper com eterna cópia que pregam os movimentos literários. importar o mínimo necessário, mas quem sabe o quanto é necessário? A idéia de brasilidade cristalizada e caricata. Devemos ser urbanos, mas com pezinho na roça. Passa uma idéia que não podemos criar nada que não seja regional.

    Manifesto Antropofágico: mais importa alegria que erudição. É do europeu a tristeza, peguemos somente as idéias que nos servirem, nenhum valor. Nada brasileiro havia sido feito ainda, apenas cópias.
    “Nao Há Pecado ao Sul do Equador”. Estamos indo contra a nossa natureza ao importarmos valores europeus, não somos assim, somos instintivos e contraditórios. Somos naturalmente vicerais e selvagens. Mas na verdade não somos nós os europeus que deglutimos os índios e agora estanos digerindo?

  9. Grégory Says:

    Oswald no Manifesto Pau-Brasil crítica o bacharelismo, o parnasianismo, tudo que caracterizasse o brasileiro como pomposo, cheio de ornamentos, ou que limitasse era alvo de critica. O autor queria recriar o país. Mas ele queria que fosse de uma maneira em que se identificasse uma originalidade nativa (o brasileiro), preservasse todos os elementos que fossem teoricamente brasileiro, não importado. Era como se tudo que aquilo que a elite fazia, o bacharelismo, o academicismo, a não especialização em algo prejudicava o país e assim era necessário descartar isso. No Manifesto Antropofágico, o autor crítica o determinismo, a memória dos costumes, a verdade dos povos missionários, criticava-se aquilo que fosse limitador da sociedade brasileira. Era necessário descartar tudo aquilo que fora absorvido de ruim, que significava tabu. O autor é um tanto anárquico em relação ao que existia no país. No entanto, nos dois manifestos o que se tem é uma busca de começar o país do zero, “anarquisando” com tudo que limitou o Brasil até então. Já Borges aponta quem faz uma poseia verdadeiramente argentina, os poetas populares ou os letrados que reinventam tradição, tentando criar uma identidade argentina. O autor mostra que os argentinos são realmente influenciados pelos valores ocidentais, o que permite uma tradição da cultura ocidental dentro do país. De maneira geral, a busca por valores do gauchesco argentino é alvo de crítica, reconhece-se que vive numa cultura ocidentalizada, cheia de influências comum a diversos países e recriar um povo argentino é em vão.

  10. ivette Says:

    No texto ” Kafka y sus precursores” o autor Jorge Luis Borges usa a palavra precursores para falar de alguns escritores, desde antiguidade clássica grega (Zenón) passando pela literatura chinesa, alemã, passando por historias da Dinamarca e Londres, em cujos textos encontram pensamentos diferentes uns dos outros mas que se encontram em Kafka.
    ” Se no me equivoco, la heterogéneas piezas que he enumerado se parecen a kafka; si no me equivoco, no todas se parecen entre sí.”
    Penso que ele quiz mostrar a complexidade da rápida obra desse cidadão checo, uns dos maiores da ligua alemã, que morreo aos 41 anos.

  11. ivette Says:

    O texto ” El escritor argentino y la tradición ” de Borges, apresenta de imediato uma curiosidade para nós mais jovens: “Foi taquigrafado”.
    O autor começa discutindo as origens da literatura argentina e as diversas teorias existentes. Compara estilos e analisa a forma dos primeiros versos da literatura argentina, buscando ideias e temas verdadeiramente nativos. Por exemplo:
    ” Los nacionalistas nos dicen que Don Segundo Sombra es el tipo de livro nacional; pero si comparamos Don Segundo Sombra con las obras de la tradicion gauchesca, lo primero que notamos son diferencias.”
    A seguir o autor nos diz que uma boa opção seria considerar que a tradição da literatura argentina é a literatura espanhola, a pesar de que a historia argentina possa ser definida como um querer permanente para afastarse de espanha.
    A seguir o autor afirma que a tradição argentina nada mais é que toda a cultura occidental.
    ” Por eso repito que no debemos temer y que debemos pensar que nuestro patrimonio es el universo; ensayar todos los temas, y no podemos concretarnos a lo argentino para ser argentinos: porque o ser argentino es una fatalidad y en ese caso lo seremos de cualquier modo, o ser argentino es una mera afectacion, una mascara.”

  12. ivette Says:

    no texto ” Pierre Menard, autor do quixote” do Jorge Luis Borges fala da obra de Pierre Menard e descreve em varias paginas tudo aquilo que Menard teria escrito, a que se refere como ” A obra visivel de Menard, em sua ordem cronológica”
    A seguir o autor passou a comentar a obra ” subterranea, a interminable heroica, a impar…” de Pierre Menard.
    Segundo Borges, Menard não queria compor outro Quixote, não se propunha a copiarlo ” Sua admiravel ambição era produzir páginas que coincidissem – palavra por palavra e linha por linha con as de Miguel de Cervantes”
    Então ele fala do metodo para cumprir a meta de Pierre Menard ” Conhecer bem o espanhol, recuperar a fé católica, guerrear contra os mouros ou contra o turco, esquecer a historia da europa entre os anos de 1602 e de 1918, ser Miguel de Cervantes.”
    Borges nos transmite valores y principios atravez de seu texto ” A historia, mae da verdade; a ideia espantosa. Menard, contemporaneo de William James, nao define a historia como uma indagacao da realidade, mas como sua origem. A verdade histórica, para ele, não é o que sucedeu; é o que pensamos que sucedeu.”
    Finalmente, Borges segue fazendo uma serie de comentarios sobre o pensamento e a tecnica de Mernard y termina afirmando que Menard de alguma forma enriqueseo, mediante uma tecnica nova, á arte retardada e judimental da leitura. Um pouco confuso, o texto me parese escrito de forma a nos fazer pensar sobre toda essa problematica levantada por Borges.

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