Aula 21 – Lucas sobre GSV

Eis a apresentação do Lucas.

João: gênio, poliglota e quase-Nobel

João Guimarães Rosa, ao que parece, é indefinível. Carlos Drummond de Andrade nós indagou quando do anúncio de sua morte: “João era fabulista? Fabuloso? Fábula? (…); Por fim, declara: “Ficamos sem saber o que era João e se João existiu de se pegar.” (Versiprosa – 22/11/1967 ).

Mineiro de Codisburgo, JGR é filho do século XX, nasceu a 27 de Junho de 1908. Morreu a 19 de Novembro de 1967, durante o período militar no Brasil. Desde os 7 anos de idade, inicia-se nos prazeres das línguas. Começou com o francês, depois com o holândes, e então veio o alemão, e daí para frente não seriam o espanhol, o inglês, o italiano, o esperanto e até um pouco do russo que o parariam com a vontade de falar outras línguas. Estudar, estudou um pouco de tudo… do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituânio, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do tcheco, do finlandês, do dinamarquês. E ele emenda:


Bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração. (Releituras.com)

um "bisbilhoteiro" da linguagem

Rosa "bisbilhotava" outros idiomas.

Aos 16 anos se matriculou no curso de Medicina na UFMG. Aos 22, em 1930, formou-se e se casou com Lígia Cabral Penna, com quem teria duas filhas. Vai exercer a profissão de médico em Itaguara (MG), onde permanece dois anos e estabelece contato próximo com a comunidade mais pobre. Ali conhece “Seu Nequinha”, velho espírita, com quem JGR cultiva boa amizade. Ao que parece, Seu Nequinha foi a inspiração de Rosa para a construção do personagem Quemelém em Grande Sertão: Veredas (GSV). Em 1938, é nomeado cônsul adjunto em Hamburgo; muda-se para lá. Ali conhece Aracy Moebius de Carvalho (Ara), que viria ser sua segunda esposa, a quem JGR dedica GSV. Na Europa, vive a Segunda Guerra Mundial de perto. Junto com sua mulher, oferece ajuda a muitos judeus, sendo, inclusive, homenageado, posteriormente, pelo governo de Israel, em 1985. Em 1942, quando do rompimento do Brasil com a Alemanha fica detido por quatro meses, sendo posteriormente libertado, através de sua troca por diplomatas alemães.

JGR retorna ao Brasil em 1951. É quando faz uma excursão para o Mato Grosso. Dessa, surgem obras como Com o vaqueiro Mariano, e, posteriormente, o livro Manuelzão e Miguilim”.

Segundo depoimento do próprio Manuel Narde, vulgo Manuelzão, falecido em 5 de maio de 1997, protagonista da novela Uma estória de amor, incluída no volume Manuelzão e Miguilim, durante os dias que passou no sertão, Guimarães Rosa pedia notícia de tudo e tudo anotava “ele perguntava mais que padre” –, tendo consumido “mais de 50 cadernos de espiral, daqueles grandes”, com anotações sobre a flora, a fauna e a gente sertaneja usos, costumes, crenças, linguagem, superstições, versos, anedotas, canções, casos, estórias… (Releituras.com)

(Boa parte desses cadernos sobrevive até hoje no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo.)

A carreira literária de Rosa começa em 1929, quando “escreveu quatro contos: Caçador de camurças, Chronos Kai Anagke (título grego, significando Tempo e Destino), O mistério de Highmore Hall e Makiné para um concurso promovido pela revista O Cruzeiro”. “Em 1936, [escreve] a coletânea de poemas MagmaSagarana, obra que lhe rendeu vários prêmios e o reconhecimento como um dos mais importantes livros surgidos no Brasil contemporâneo” (Releituras.com). Em 1956, lança a novela Corpo de Baile e sua obra-prima: Grande Sertão: Veredas. GSV repercute nacional e internacionalmente, e Rosa recebe por ele os prêmios Machado de Assis, do Instituto Nacional do Livro; o Carmen Dolores Barbosa, de São Paulo; e o Paula Brito, do Rio de Janeiro. Por fim, em 1967, antes de falecer lança a coletânea de contos, Tutaméia. recebe o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras. Um ano depois, concorre ao prêmio HUMBERTO DE CAMPOS sob o pseudônimo de Viator – adjetivo para “viandante” que compõe homo viator, expressão Latina usada para denominar o peregrino que busca o divino. Submete ao concurso um volume intitulado Contos, que em 46, após uma revisão do autor, se transformaria em

Curiosidades do mundo das letras

Rosa se candidatou a Academia Brasileira de Letras duas vezes, tendo sido eleito somente na segunda tentativa. No entanto, foi empossado tardiamente, apenas três dias antes de sua morte, a 16 de novembro de 1967. Em janeiro de 1965, havia participado, em Gênova, do Congresso de Escritores Latino-Americanos, quando foi constituída a Primeira Sociedade de Escritores Latino Americanos, a qual, juntamente com o escritor gualtemalteco Miguel Angel Astúrias, seria eleito vice-presidente. Ironia do destino: “Em 1967, João Guimarães Rosa seria indicado para o prêmio Nobel de Literatura. A indicação, iniciativa dos seus editores alemães, franceses e italianos, foi barrada pela morte do escritor.” (Releituras.com). Quem venceria este Nobel? Astúrias… De fato, “viver é muito perigoso!”

Fonte: Releituras.com (http://www.releituras.com/guimarosa_bio.asp)

Breviário de GSV

Antes conto as coisas que formaram passado para mim com mais pertença. Vou lhe falar. Lhe falo do sertão. Do que não sei. Um grande sertão! Ninguém ainda não sabe. Só umas raríssimas pessoas – e só essas poucas veredas, veredazinhas. O que muito lhe agradeço é a sua fineza de atenção (GSV: 116).

Grande Sertão: Veredas (GSV) é a obra-prima de João Guimarães Rosa (JGR). São muitas as definições, e, claro, interpretações que tal obra pode surtir – e, nesse caso, de fato surtiu. É uma obra ressonante (para lembrar Borges quando fala do D. Quixote), muito lida e comentada, apesar de se tratar de um “texto difícil” (Bolle, pp. 17, 2004). Descrevê-la não é simples. De toda forma, “viver é negócio muito perigoso”! Tentarei!

A história, simplificando muito, é mais ou menos assim: Riobaldo é um fazendeiro,  sertanejo, “ex-jagunço professor” (João Guimarães Rosa?) que recebe a visita de um jovem doutor (João Guimarães Rosa?) em suas terras e começa a falar estórias de sua vida, dominando a fala por inteiro, subjugando, por meio das palavras, o doutor a ouví-lo. Nessa interação, Riobaldo, espera agonisticamente que o doutor lhe convença da não-existência do Diabo, já que, ao que parece, sua angústia existencial advém do fato de ter firmado pacto com o Cujo. Os fios condutores desse “diálogo” são o pacto com o Diabo e a dissimulação com que Riobaldo apresenta sua culpa de tê-lo firmado no passado, bem como a recordação e ambivalência que o envolve afetivamente com Diadorim, jagunço e “amigo companheiro” (GSV: 188) de Riobaldo desde menino. Ao redor desses fios condutores se “desenrola paralelamente a história dos sofrimentos do povo sertanejo” (Bolle, pp. 43, 2004).

Invenção e Ambivalência: O Sertão é o Mundo!

Importante ressaltar que a memória reinventa e inventa. E se há algo que se pode falar com verdade da GSV é que se trata de uma obra geniosa de invenção! O real e o fictício se misturam, tanto na rememoração de Riobaldo, quando na construção do texto por parte de Rosa. GSV é, além de uma obra de invenção, muito ambivalente. Local e universal, biografia e história coletiva, real e fantástico, sagrado e profano se fundem em Grande Sertão: Veredas. É por essa ambivalência que devemos desconfiar de Riobaldo e não tomar a obra como uma Verdade. Devemos, ao buscar interpretar essa obra,  proceder tal como o narrador, com dissimulação.

Enfim,  é dentro desses dois parâmetros – inventividade e ambivalência – que este romance regional se torna universal. GSV consegue “exprimir grandes lugares comuns, sem os quais a arte não sobrevivi: dor, júbilo, ódio, amor, morte – para cuja órbita nos arrasta a cada instante, mostrando que o pitoresco é acessório e que na verdade o Sertão é o mundo” (Cândido, pp. 122, 1964).

Narrativa em espiral

A trama em GSV é desenvolvida em espiral: Riobaldo, protagonista, que, acima de tudo, é um sertanejo, já velho, rememora estórias marcantes e de si, de outros, estórias essas que tecem uma história maior, a história de sua vida. História de vida que enveredada ás demais, visíveis e invisíveis neste texto, tecem outra história maior, a do grande sertão. Nesse sentido, sua trama que  perpassa outros tantos dramas é uma espécie de alegoria desses, todos ligados por uma identidade comum, a do sertanejo.

A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não se misturam. Contar seguido alinhavado só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, e alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. (GSV: 115)

No entanto, é preciso ressaltar que Riobaldo ou os demais personagens são alegorias! Não são todos iguais como em Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto, que trata da condição tao miserável do sertanejo retirante, sempre um severino com uma vida severina e uma morte severina. Riobaldo é um universo á parte. É único. Assim, como cada jagunço retratado em GSV, por mais que embutidos em uma condição de marginalidade comum.

Homossexualidade em GSV

A recordação de Diadorim, desse “amigo companheiro” (GSV: 188), que envolve Riobaldo afetivamente desde menino é uma das grandes linhas mestras de GSV. Aqui, mais uma vez, o texto ganha ambivalência e universalidade!

É um tema, que, ao que parece, é simplesmente silenciado nas milhares de teses a respeito de Grande Sertão: Veredas. Segundo o Andrei, Walnice Nogueira Galvão trata do assunto no livro A Donzela-Guerreira: um estudo de gênero. Infelizmente, não pude recorrer ao livro.

O tema da homossexualidade, como percebemos através da leitura, é introduzido sutilmente por Rosa em GSV. Pretendo sustentar aqui, que a homossexualidade, dentro do texto, pode ser enxergada tanto como um recurso irônico na construção do texto dentro da espacialização que o autor aborda, e, simultaneamente, quanto uma afirmação multicultural.

Do primeiro ponto de vista, creio que voltamos ao “O Sertão é o mundo!”, ou seja, a idéia da inversão do universal pelo regional. Os esteriótipos então vigentes no imaginário social do sertanejo não suportariam um sertanejo gay, ou seja, o status de afirmação da orientação sexual seria “privilégio” de um sujeito hegemônico mais bem localizados no globo. Ainda dentro deste primeiro ponto, da perspectiva das teorias populares então corriqueiras sobre a homossexualidade no Sertão, ser gay era um grande tabu, sinônimo “loucura”, “doença”, “mentira” (lembremo-nos que o diabo é enganador) – ou seja, de alguma relação com o Diabo? . É ironia pura a condição de um tabu primevo como o da homossexualidade ser retratado dentro daquele espaço moral e de dominação masculina que é o Sertão como desejo – totém! Ou seja, há em GSV a inversão do tabu pelo totém, a opção do desejo pelo desviante dentro de uma perspectiva mais sociológica (e positivista), e pelo diabólico, dentro de uma perspectiva mais esotérica; o que, para a época, é moderno (antropofágico?) e, imagino, deve ter ferido os esteriótipos de muitos leitores.

Enfim, dito isso, arrisco dizer que a homossexualidade de Riobaldo – a subversão do tabu sexual no amor por Diadorim, nunca vivido como totém – poderia ser considerada o começo do pacto, o desejo por aquilo que é coisa do Cujo.

O que não é Deus, é estado do demônio” (GSV: 76).

Vem horas, digo: se um amor daquele veio de Deus, como veio, então – o outro?… Todo tormento (GSV: 156).

Para finalizar, usando o recurso ao uso do tema da homossexualidade, Rosa, ao que me parece, é o primeiro a introduzir o multicultural no Sertão. Mesmo que um sertão fantástico e uma homossexualidade reprimida que nunca chega a ser externalizada (ou chega? O Andrei lançou a pergunta:  “o que Riobaldo faz com o corpo de Diadorim depois que ela morre?”),  Rosa mostra um sujeito que não é necessariamente só um ser sertanejo ( podemos usar aqui mais uma vez a oposição a Morte e Vida Severina, obra contemporânea a Grande Sertão Veredas). Enfim, “Ser-tão sertanejo” não seria o único recurso identitário com que um sujeito poderia se identificar. Como já discutimos, Rosa está falando para o mundo: “este sujeito, este sertanejo, é um Ser-tão complexo…!”

Fontes:

Cândido, Antônio. – Tese e Antítese: Ensaios. SP: Editora Nacional, 1964

Bolle,  Willi. – Grabdesertão.br. SP: Editora 34, 2004

3 Respostas to “Aula 21 – Lucas sobre GSV”

  1. Andrei Says:

    Mais uma apresentação muito boa. Vocês são todos ótimos leitores. Desse jeito, vou ficar sem emprego…

    Ah, Lucas. Você acerta em cheio ao associar o pacto à homossexualidade – um vínculo tão antigo quanto a própria lenda do Fausto.

    A primeira versão escrita do Fausto é o Faustbuch, manuscrito que circulou na Alemanha do século XVI e acabou sendo publicado (alterado) por Johann Speiss. No livro, Mefistófeles vira mulher e casa com Fausto. (Eles vivem longos anos juntos, antes de Fausto virar patê).

    A idéia do casamento como “cura” para o pacto também está em diversos livros que exploram o tema – do Mephisto de Klaus Mann ao Mestre e a Margarida de Bulgakov, passando por O Diabo Apaixonado de Cazotte e muitos contos populares nordestinos. É sempre a esposa que salva o pactário.

    A idéia da mulher que se veste de homem para preservar a castidade também está presente naquela “leitura proveitosa, vida de santo, virtudes e exemplos” da qual Riobaldo fala. Mais especificamente está na Legenda Aurea de Iacopo da Varazze. A santa em questão é Teodora – que, depois de ser tentada pelo diabo e seduzida por um homem rico, trancafia-se em um convento.

    Qual a ligação? Bem…
    1) Diadorim – Teodora.
    2) Segundo GSV, Diadorim nasce no dia 11 de Setembro – data da natividade de Teodora.

  2. Kaio Says:

    Devo dizer que gostei muito da apresentação do Lucas sobre Guimarães Rosa e GSV. Ele expôs vários dos principais pontos tanto da vida do autor quanto da obra.

    A seguir, algumas observações minhas:
    1 – De fato, Riobaldo meio que subjuga seu interlocutor (seja ele um doutor, Deus, o Diabo ou, quem sabe, um “amigo imaginário” de Riobaldo) durante as 600 páginas em que transcorre sua narrativa. Mesmo quando recorre a perguntas de retórica, ele utiliza seu ouvinte (e/ou leitor) como um meio, uma ferramenta para que ele mesmo extraia as conclusões que pretende tirar a respeito de si mesmo e daquilo por que passou. É algo meio socrático, só que feito de uma maneira menos arrogante (mas nem por isso menos petulante, no bom sentido) e com eterno questionamento das próprias premissas das quais se parte. Enfim, Riobaldo procura, em seu monólogo, resolver o dilema existencial que lhe acomete, e o Pacto é mesmo uma síntese e símbolo desse conflito.
    2 – Outro motivo para esse questionamento é a própria relação ambígua que ele nutriu por Diadorim. É homossexualidade, pois ele se apaixonou por ela sem saber do disfarce, mas ao mesmo tempo ele parece admirar o que há de sensível, doce e determinado na personalidade de seu/sua amado/a. Ao mesmo tempo, é como se, mesmo tendo ficado surpreso (ou não, afinal não me ficou claro se ele realmente não esperava tal revelação), ele ainda tivesse em sua cabeça a idéia de Deodorina como homem, como o Reinaldo, o menino que ele conheceu n’Os-Porcos. Talvez tenha sido um recurso retórico deliberado, talvez seja o ato de ainda não ter aceitado a descoberta que fez.
    3 – Por último, concordo quanto ao caráter de multiculturalismo que Rosa (e Riobaldo) querem dar ao Sertão. Algo como uma arena em que tudo, real e místico, carnal e imaginário, acontece – enfim, o local em que cada um procura respostas, e só consegue encontrar ainda mais dúvidas e indagações. Afinal, o bordão de Riobaldo Tatarana é certeiro: “viver é muito perigoso”.

  3. Lucas Says:

    Post para terça (18/11)

    1) Não posso deixar de notar que a aparição do Compadre meu Quemelém é, para mim, uma espécie de final com chave de ouro de Grande Sertão: Veredas. A personagem aparece no início, na terceira página, é citada boa parte do livro com frequência como sujeito do suposto saber, e, por fim, reaparece na penúltima página, retomando um tempo passado, mas presente, no sentido do universo psicológico em que Riobaldo se encontra ao narrar.

    Compadre meu Quemelém é espírita, sábio de um domínio muito específico do saber, a religião. Perguntado por Riobaldo a respeito do pacto, responde: ” Tem cisma não. Pensa para diante. Comprar ou vender, às vezes, são as ações que são as quase iguais…” Fiquei me perguntando a relação de certa forma de desigualdade que Riobaldo dá a ciência (representada por seu interlocutor) e religião (representada por Compadre meu Quemelém). A ciência não tem voz neste Sertão. Por outro lado, a religião é um guião desta travessia que é o Sertão para o sábio Riobaldo.

    Dentro desse ponto, lembro de Willi Bolle, que sugere enxergarmos Grande Sertão: Veredas como uma releitura de Os Sertões. Não estaria João Guimarães Rosa criticando os discursos ditos científicos a respeito do Sertão de então? Não estaria mostrando o quanto seu realismo fantástico é muito mais realidade que aquela realidade expressa em Os Sertões?

    2) Zé Bebelo, ao final da epopéia, representa a modernidade, a ida para cidade, a vontade de se tornar advogado. Se observamos a história do Brasil, Zé Bebelo está acomanhando a travessia do poder político no país, agora monopolizado pela cidades. Seria a travessia do universo dos coronéis para o dos burocratas?

    3) O que Riobaldo fez com o corpo de Diadorim após sua morte? O Andrei nos fez essa pergunta, e li atentamente o trecho. Riobaldo a toca e beija morta… Isso lembra o romantismo byroniano, mórbido. Por outro lado, a Mulher tampa as partes de Deodorina… Eu gostaria que discutissemos este ponto em sala de aula.

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