0,6 – Esclarecimento

Como alguns de vocês devem saber, o blog foi objeto de duas críticas de Reinaldo Azevedo. Abri este espaço para tratar de alguns aspectos gerais da polêmica – palavra que detesto, por ter a guerra em sua mesma etimologia. Não vou entrar na troca de acusações nem responder às provocações ou a qualquer tipo de patrulhamento ideológico. Tenho muito a fazer para perder tempo com jacobinismo pueril. Vou apenas responder aos delírios do colunista – cuja “crítica” pode ser resumida em três pontos: erros gramaticais, supostas imprecisões sobre a biografia de Antônio Vieira e suposto doutrinamento e manipulação de alunos. O segundo ponto já foi respondido aqui. Os outros dois eu respondo abaixo.

ERROS GRAMATICAIS

Havia sim – e ainda há – erros gramaticais nesse blog. Muitos. Ele foi feito para ser um instrumento de comunicação em tempo real entre um doutorando e dez de graduação. Não contávamos com o patrulhamento de ninguém. Os textos são escritos às pressas e editados “na página” em meio ao próprio código HTML. Normalmente, não há tempo para fazer revisão.

A futrica, convenhamos, é tão previsível quanto formulaica. Evidencia apenas uma completa incapacidade de tecer uma crítica inteligente. É um tanto óbvio (e desesperado) tentar legitimar-se criticando as vírgulas de textos escritos de madrugada por quem passa o dia escrevendo uma tese em Inglês e Espanhol. Qualquer pessoa que já teve que usar idiomas diferentes simultaneamente sabe que – de vez em quando – baixa Babel. Os alunos já riram disso durante aulas. Eu também.

Aliás, o desespero de patrulhar a gramática alheia é dobrado se levamos em conta a dificuldade prática que é manter um blog em tempo real, com versões antigas e atuais de textos sobrepondo-se em um palimpsesto difícil de navegar. Você revisa, salva e a página sai truncada com formatação. Tem então que abrir uma versão anterior e tentar lembrar das mudanças que fez. Quem já editou blog na página sabe muito bem do que estou falando. E o Azevedo também. Mas finge que não sabe.

Ainda que banal, a estratégia do colunista era de se esperar: esse é o único tipo de argumento que tem se mostrado capaz de formular nos últimos anos. É o ready-made cognitivo de certa direita jurássica – o equivalente conservador do termo “elite” na esquerda, tem como única função não debater, não ler, não discutir. Ler dá trabalho? Abordar idéias é difícil? Tudo bem, critique-se a gramática e agradeça a Deus por ter um redator pertinho. Francamente, o Brasil merece um espaço público um pouco mais refinado e menos baseado em clichês como “apedeuta”, “reacionário”, “idiota” ou “burguês”.

Mas, voltando aos redatores, vale reconhecer em Azevedo certo mérito: ainda que fracasse como pensador e como leitor, tem grande futuro como revisor. Tudo bem, é um ofício arcaico, visto que os corretores ortográficos e gramaticais estão cada vez melhores. Mas garante uns cinco anos de vida útil para os dinossauros. Por isso, gostaria de deixar três convites em aberto:

  1. Que torne-se o revisor oficial e não remunerado do blog da disciplina;
  2. Que venha à classe defender seu ponto de vista e explicar como a idéia de que ofensas não são argumentos é uma forma de doutrinamento esquerdista (como disse para o Guzzo, não prometo concordância, mas prometo respeito… até para quem não merece);
  3. Que visite o sistema universitário norte-americano, onde poderá aprender que os Estados Unidos – EXATAMENTE POR SUA VOCAÇÃO LIBERAL – deixaram de confundir patrulhamento gramatical com conhecimento faz algumas décadas.

DOUTRINAMENTO?

Feitos os convites, vou a algumas observações. O post de Azevedo é um desfile de “barrigadas” – termo que os jornalistas usam para designar erros crassos de informação. Diz que as perguntas que faço na quinta aula visam a manipular os alunos para que eles o condenem. Oh! Ah! O colunista só esquece, em um desfile de cretinice intelectual, de informar que eu faço perguntas e comentários semelhantes sobre TODOS os textos que lemos, como forma de instigar o debate sobre eles.

Mas as inverdades do colunista que mente não param por aí. Diz ainda que sou professor da UnB. Não sou. O grande jornalista conseguiu errar o título e a instituição. Apurou pior que um estagiário. Sou aluno da Universidade da Pensilvânia, pela qual estou terminando um doutorado e para a qual estou escrevendo uma tesa sobre a relação entre Grande Sertão: Veredas e a tradição mística cristã de Pseudo-Dionísio Aeropagita e Meister Eckhardt. Antes que Azevedo resolva inventar algo mais, vale dizer que não recebi um centavo dos cofres públicos para isso: fui financiado pela própria UPENN – que me escolheu entre muitos candidatos. Talvez a comissão tenha errado, talvez não. Mas como toda boa universidade, tinha critérios um pouco mais refinados que revisão gramatical, critérios como… idéias.

Mas volto ao tema. Não sou professor da UnB porque minha relação com ela é totalmente VOLUNTÁRIA. Não recebo patavina por isso. Ofereço a disciplina porque sou alumnus da universidade e sempre fui CONTRA a gratuidade do ensino superior no Brasil. Ensino para saldar a dívida que acredito ter com meu país. Não sei que tipo de demência leva Azevedo (um suposto liberal que patrulha o pensamento… a que ponto chegamos?) a transformar isso em “estupidez politicamente correta”.

Tenho orgulho de ser voluntário. Minha ideologia – que é tudo, menos marxista – não me dá lucro. Dá trabalho. E exige compromisso. Tem ver com o imperativo de ver em cada ato uma responsabilidade infinita. Algo que o Azevedo certamente não entenderá, se é que ele entende alguma coisa.

Aliás, o colunista que mente talvez possa me explicar quando viraram sintomas de esquerdismo ser contra a universidade pública gratuita, criticar a estabilidade do professor e – parem as máquinas! – sugerir que melhor do que citar o título de um livro é discutir o seu conteúdo. São as posições pessoais minhas expostas no blog e na aula. Talvez Azevedo estivesse ocupado demais em tornar-se a encarnação do F7 do Microsoft Word para perceber que há uma diferença entre título e livro, capa e conteúdo, leitura e retórica, debate e ofensa…

Insisto neste ponto. Onde está o esquerdismo em dizer que a crítica de Olavo de Carvalho a Richard Rorty tem semelhanças com a crítica de Trotsky ao “idealismo” que percebe no Formalismo Russo – crítica na qual minha posição pessoal se alinha com o formalismo, não com Trotsky?

Que espécie de esquerdismo há em dizer que Antônio Cândido às vezes subvaloriza a literatura latino-americana quando aborda certas obras como sintoma ou denúncia do subdesenvolvimento e não pelo valor estético inerente que têm?

Que esquerdismo há em dizer que Roberto Schwarz não consegue – em “As idéias fora do lugar” – escapar do paradoxo que identifica na relação entre as idéias européias e sua assimilação pelos latino-americanos?

Aliás, que esquerdismo há um uma disciplina que discutirá os textos de DOIS exilados cubanos – Reinaldo Arenas e Severo Sarduy? Nunca ouviu falar? Então vá estudar, colunista!!!!!!

UMA DIGRESSÃO SOBRE DIMINUTIVOS

Infelizmente, a preponderância de argumentos ad hominem agora me obrigará a falar de um assunto pouco interessante dados os temas bacanas que limos na disciplina. É triste, pois poderíamos discutir Sarmiento, Guimarães Rosa, Angel Rama, Clarice Lispector, Juan Rulfo, Reinaldo Arenas, Antônio Cândido, Roberto Schwartz, José Vasconcelos. Poderíamos discutir as semelhanças entre o estatismo marxista e a ideologia letrada que transformou a América Latina em um aglomerado de cidades planejadas e estatizadas. Mas teremos que discutir Andrei.

Pois é… meu nome é Andrei. Não é, como diz o poderoso colunista em questão, “professorzinho”. Tampouco é “professor Andrei”, “professor-mestre Andrei” ou qualquer outro que inclua honorífico. Sou Andrei e ponto. Quem está preocupado com honrarias é o Azevedo. Eu quero leituras interessantes e ambiciosas. (Aliás, um ponto que faço repetidamente em sala é que a obsessão com a titulação é o tributo que a academia brasileira paga ao patrimonialismo que tanto critica).

Mas aceito o diminutivo –zinho com muito agrado. Afinal, ele reflete – e bem – o fato que evito exercer o poder em sala. Proponho aos alunos um diálogo entre iguais. Não sou como o colunista que mente. Não tenho, nem quero, seguidores fanáticos. Quero e tenho bons alunos – alunos que não têm medo de discordar de mim ou de me corrigir em sala. Como digo claramente em outro blog de ensino:

Costumo dar notas melhores a trabalhos dos quais discordo. Também costumo dar notas baixas a trabalhos com os quais concordo absolutamente – que tendem a dizer apenas o óbvio.

Realmente, a postura típica de um doutrinário!

Pois devo mesmo ser um –inho diante do poderoso colunista! Não troco tapas nas costas com deputados, prefeitos, reitores, empreiteiros ou sindicalistas – sejam eles petistas, tucanos ou democratas. Graças a Deus! Não tenho, nem quero, sequazes. Graças a Deus! Mas troco idéias e informações com alunos que pensam por si e não papagueiam os termos que uso ou copiam os misologismos que invento. Graças a Deus! Qualquer valor que haja no que faço vem do ato de fazer, não de algum título ou de qualquer séqüito fanático. E a legitimidade do que digo vem do dizer. Nisso, sou Luterano.

O que mais me surpreendeu no vômito do colunista, entretanto, foi o fato de ele atacar os próprios alunos. A que ponto chegamos – a que sacralização da cafajestice! Azevedo, se você quer ser cretino, seja cretino comigo. Se você não consegue dormir à noite sem difamar, DIFAME A MIM. DEIXE OS ALUNOS FORA DISSO!!! Tenha um mínimo de dignidade. Não some a covardia às suas muitas “virtudes”. Até porque, se você não fosse preguiçoso demais para ler mais de dois ou três posts, teria visto que vários dos alunos que apresentou como incapazes de pensamento próprio compartilham a ideologia que você mesmo prega. Só que são bem mais perspicazes. E representam o futuro, não a demência.

PERGUNTA
Mas é preciso perguntar que diabos o poderoso colunista tem contra esse aluninho de doutorado e sua turma de dez indivíduos que pensam? Pense bem… qual é a importância do fato de um doutorando (que sequer é professor) e de alguns alunos que são poucos, mas bons e comprometidos, terem aberto um debate sobre como valores europeus são apropriados por alguns “letrados” para legitimar o que dizem? Qual é a ameaça inerente ao fato de estarem dando uma demonstração de que é possível ler e debater sem ofender – demonstração que só tornou-se pública porque os sistemas de ensino online como o Blackboard ainda não chegaram ao Brasil e tivemos que usar um blog aberto?

O problema certamente não é esquerdismo. Fizemos leituras críticas de Antônio Cândido, Roberto Schwart e outros intelectuais de esquerda, sugerindo que participam da própria dissociação entre ideologia importada e realidade local que criticam. Lendo Angel Rama, chegamos à conclusão de que o marxismo encontrou terreno fértil na América Latina por compartilhar com o colonialismo a idéia de que um grupo seleto e ilustrado poderia definir os rumos da sociedade em geral. Nisso, as leituras estavam muito mais próximas de Voeglin do que de Marx. Voeglin, agora, virou esquerdista? Sinceramente, vá estudar, colunista!!!!!!

POIS É…

Azevedo, se você tivesse lido ALGUM dos autores em questão, perceberia que a o propósito da disciplina é bem mais complexo do que cabe em sua mente binária. É demonstrar que a falta de identidade nacional é um problema generalizado na América Latina. É demonstrar que a desonestidade e a superficialidade que tomaram conta do espaço público latino-americano nos últimos anos têm origens históricas antigas. Mas ler dá trabalho. Então, melhor revisar, rever a gramática, xingar. É mais fácil. E, em um país despreparado, isso pode sim ser confundido com conhecimento…

Ou seja, se você vai ser patrulheiro, pelo menos acerte a patrulha.

Não acho que o Olavo de Carvalho seria capaz de cometer os erros de leitura pueris que você cometeu. A bem da verdade, discordo de tudo o que ele diz. Mas há nele a grandeza de um verdadeiro intelectual – coisa que você, Azevedo, não chega perto de ser. Está bem mais para pitboy viciado em orelhas de livro. Convenhamos, um colunista mais preparadinho me chamaria de esteticista, alienado, relativista, defensor da arte pela arte. ISSO está na minha forma de leitura. Marxismo, nem um pouco.

No final das contas, você ou 1) falou do que não leu ou 2) leu e não entendeu ou 3) leu, entendeu e omitiu. A cada ato corresponde um substantivo abstrato: a fraude, a burrice e a mentira. Qual você prefere? Meu voto é secreto, mas… nessa frase eu não estou te chamando de burro.

A bem da verdade, você fez bem. Ofereceu uma demonstração prática de como o pseudo-letrado latino-americano substitui a cultura por uma retórica que fala em leitura, mas não lê, não problematiza e sequer consegue fazer o que os norte-americanos chamam de um close reading.

POR FIM

Então, se não foi “esquerdismo”, o que tanto incomodou o poderoso colunista? Nisso, sou um pouco como Riobaldo. Não sei de nada, mas desconfio de muita coisa. Mais especificamente, desconfio que vários fatores incomodaram o ilustrado a ponto de transformar um debate informal em uma ameaça à educação brasileira:

  1. O fato de ter percebido que há discussões que ele não controla e cujos termos não pode reduzir a invectivas e à lógica binária do “eu, bom” e “eles, analfabetos”.
  2. O fato de que há hoje no Brasil pessoas que propagam idéias e técnicas de interpretação novas e baseadas não no policiamento ideológico, mas no uso da leitura aprofundada para investigar como a tradição, a ofensa e a prescrição podem ser usadas para falsificar o conhecimento.
  3. O fato de os alunos perceberem na escrita dele um fanatismo que – disseminado no espaço público brasileiro – trai os mesmos valores que diz defender, usando as ricas tradições culturais européias e latino-americanas como um bêbado usa um poste: para apoio, não para iluminação.
  4. O fato que não postei a foto dele – e que não será desta vez que alguém será incauto o bastante para associá-lo a Machado, Euclides, Guimarães Rosa, Olavo de Carvalho, Cândido, Schwarz e todos aqueles que, ideologias à parte, têm algo a dizer sobre o Brasil.

Acho que encontrei, nessa última, a dor-de-cotovelo do colunista…

Mas as motivações dele pouco importam. O que importa é que esquivou-se de falar de qualquer dos muitos, muitos, muitos temas bacanas que discutimos. Fugiu das invectivas de muitos letrados do século XIX contra populações rurais como o sertanejo ou o gaúcho. Driblou as tentativas ingênuas de recorrer a estas populações como símbolos da autonomia cultural da nação. E sequer mencionou a sacada de Borges: que o próprio desejo por uma cultura autóctone impossibilita a espontaneidade que alveja – percepção que, por sinal, poderia servir de base para uma crítica arrasadora da idealização de movimentos sociais pela esquerda. Mas isso exigiria um pensador capaz, não um redator sem causa. Exigiria leitura, não ofensa. Exigiria inteligência, não fanatismo patrulheiro.

De nossa parte, a resposta será continuar a fazer o que já fazíamos: ler, interpretar e criticar textos – sejam eles de esquerda ou de direita. Recentemente, limos Vieira. Acho que limos bem. E dele aprendemos que culturas mudam-se pelo exemplo, pelo ato, pela relação íntima que um leitor tem com o texto.

E a patrulha que patrulhe e continue sentindo-se bem com isso.

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13 Respostas to “0,6 – Esclarecimento”

  1. claudio rodrigues Says:

    Caro Andrei,

    Cheguei até vós devido a polêmica. Refutação completa, elegante e inteligente. Leio-te a partir de hoje com a máxima consideração.

    Claudio Rodrigues

  2. Sofia Says:

    Faço minhas as palavras do Claudio.
    Também cheguei aqui através da polêmica, mas devo dizer que li o programa do curso e o achei muitíssimo interessante. Voltarei para pesquisar com mais vagar.

  3. Geraldo Says:

    Andrei,

    Você não conseguiu provar que foi um alvo injusto da ‘ira’ do Reinaldo Azevedo. Ainda se vê em suas palavras tudo o que levou o Reinaldo a dar-lhe esses 20 minutos de notoriedade.
    Mas o Reinaldo já se ocupou de detalhar os seus ‘pecados’, não vale a pena repeti-los agora. Mas tentar reduzir a crítica do Reinaldo à uma implicância com o seu português é forçar a barra, ele fez muito mais do que isso.
    Assim como você sugere a nós, supostos alienados seguidores de um Antônio Conselheiro pefelista, que variemos nossas leituras, sugiro a você que comece a ler o blog do Reinaldo e as colunas do Mainardi. Nem que seja pra munir-se contra o inimigo… vá lá dar uma lidinha.

    Pelo menos se preocupou em escrever diretinho dessa vez.

  4. Geraldo Says:

    P.S.: Antes que a legião venha fazê-lo, eu faço: há mesmo alguns erros no meu texto. Sabem, né? Eu o escrevi cansado, de madrugada, e não uso o português há algum tempo. Escrevo mais em francês e alemão, lá na Universidade de Winnipeg, onde faço doutorado.

    Eu cito o título a que concorro, o nome da universidade, o meu conhecimento de outras línguas… mas não gosto de honoríficos, afinal sou um ser humano comum. Tratem-me somente pelo nome Geraldo PHd.

  5. Múcio Says:

    Perfeita análise, Andrei.

    Todavia o digníssimo em questão não se presta apenas a revisão de textos! Pois, confesso de público – me divirto muito em seu blog, suas críticas são extremamente apaixonadas e sem qualquer distanciamento. Alguém assim não análisa, apenas torce.

    Divirto-me com o entusiasmo de sua torcida. Pena que o faz cego. Seria melhor que analisasse futebol…Palmeiras é melhor…, não Corinthians é o melhor. Que isso, Flamengo tem mais torcida… É por aí que memorável Reynaldo vai!

    É bom também ser torcedor fanático!

    Múcio
    PS: Humm…, não passei o revisor do “word”

  6. Luiz Says:

    Tá gostando da fama, né?

    Aproveite pois ele vai acabar logo.

    O Reinaldo já, já, deixa de falar em você e: babau, volta a ser o que era, aliás, não será nem mais professor, só Andrei.

    Ah, para alguém que se orgulha da humildade você fala muito de suas qualidades.

  7. Mario Eduardo Says:

    Interessante o empenho dos seguidores do blogueiro. Serão eles a mesma pessoa?

  8. Junior Antares Says:

    Vale considerar que o uso do material do Reinaldo e do Mainardi chamaria a atenção de qualquer facção, ainda mais em no meio acadêmico. Por que escolheste justamente esses dois para tal aula? Pareceu provocação ou uso enviesado (como uma tentativa de classifica-los, agrupa-los no time “discurso de direita”). Acredito que a reação do Rei era mais q esperada, e não se pode desqualificar as suspeitas de laguns de que foi intencional essa exposição, justamente para em um segundo momento se apresentar como donzela espancada na madrugada. Foi de mini-saia e maquiagem de mulher fácil pro cais do porto, e agora faz esse discurso todo reclamando que o estivador Rei passou a mão? Hum… suspeito….

  9. Marcelo José Says:

    Bravo, Bravíssimo!
    Foi muito elegante ao tratar com um escroque que tem, na ofensa, a sua principal arma. Eu não conseguiria ser tão refinada. Mandava ele para aquele lugar direto! Mas eu gostaria de fazer algumas ponderações. Discordo quando você diz que o Olavo de Carvalho faz uma leitura melhor do Brasil. Ele é apenas mais elegante, mas não sempre, e já adianto que os dois- Azevedo e Caravalho-, são amigos dos mais chegados. É da mesma linhagem, pode acreditar.
    Quantos as razões do ataque, tenho duas teorias:
    a) Reitardado é igual criança mimada: não suporta ser contrariado em nada que já faz muchocho e berra aos quatro ventos. Freud, eu acho, explica. Ou não.
    b) Não deixa de ser um jeito de promover o livro dele. Repara: um professor da UNB discute sua obra em sala de aula com os seus alunos. Para uma obra que mereceu pouca atenção da mídia, com a exceção de alguns poucos gatos pingados, não deixa de ser uma maneira de promovê-lo. Sem contar que ele teve o gostinho de ver algum trabalho seu discutido acadêmicamente. É uma baita colher de chá pro sujeito!
    Vou terminando por aqui, desejando sorte a todos para aguentar esse patrulhamento todo.

  10. Geraldo Says:

    Ao Marcelo,

    Afora o trivial que falam do Reinaldo, você disse mais alguma coisa que também não é verdade: o livro dele recebeu muita atenção da mídia.

    É só procurar as resenhas em jornais importantes como O Globo, Jornal do Brasil, a Veja (é óbvio) etc. O livro está em lugar privilegiado nos rankings de várias livrarias grandes, isso depois de somente algumas semanas de lançado.

    Hoje mesmo, vi uma entrevista do Reinaldo à Globo News.

    Moro numa cidade grande e, aqui, chegou a faltar exemplares do livro, tamanha é a procura.

    Ou seja: ‘pouca atenção da mídia’ é por sua conta e risco.

  11. Cedê Silva Says:

    Sua resposta é boa e mostra as barrigadas de Azevedo. Contudo, concentra-se (i) nas barrigadas e (ii) nas supostas intenções do blogueiro, e não responde de fato às críticas feitas. Em vez de se defender dos ataques realmente feitos, sai pela tangente e busca pontos novos.

  12. Thiago. Says:

    Ao Geraldo,

    Chegou a hora de descer de cima da montanha. Que importa a designação de destro ou canhoto…ops… esquerdo ou não esquerdo, quando ambos os braços têm as mesmas funções, são irrigados pelas mesmas vêias (!)? Ah sim, mentes e corações… agora, confesso, só agora realmente compreendo.

    Agora faz mais sentido as quatro doutrinas da similitude ou semelhança das quais noa rememora Michel: Convenientia, Aemulatio, Analogia e Simpatia.

    A diferença é que uns querem ter uma ânta chamada Lula e/ou falar sobre um cachimbo (que não é cachimbo) que nunca lhês entortaria a boca. No máximo a mente, por meio da qual, espalham as “memes” que ouvem e posteriormente repetem, no jogo (passa-ou-re-passa) acriticamente.

    Sim, refiro-me a uma matéria assinada por um dos dois néscios, e que se refere ao “chachimbo que não é cachimbo”. Ao que se percebe, ele sequer leu artisticamente René Magritte, ou se o leu, foi com o solhos de um cego. Explica-se:

    Não sou Petista (nem também qualquer de sua extensa base aliada), tampouco Oposição. Se eu pudesse me associar a alguma personagem literária (para entrar no clima do site), seria Quaresma…não a que professam seitas tal qual aquela que tem um nazista como Pontífice, e sim aquele de Lima Barreto.

    Ai nda não li todas as aulas e postagens, mas espero que mencionem Policarpo, figura sem a qual, não se decifra o grande calidoscópio Americano, do sul, do centro, e ouso dizer, mutatis mutandis, do norte, e não apenas Lanino.

  13. Thiago. Says:

    Oops.. perdoem os erros de português, que não foram poucos, mas tampouco é o mais importante.

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